Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície

De 16 de outubro a 1 de novembro Teatro Carlos Carvalho/ Casa de Cultura Mário Quintana Rua dos Andradas,736, 2º andar / Sextas, sábados e domingos às 20h.

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Maria Cecília Guimarães, João França e Nena Ainhoren. Foto Fernanda Chemale

Ingressos:
Inteira R$ 30,00
Meia R$15,00 (descontos para estudantes, idosos e classe artística).

Ingressos Antecipados à partir de 5 de outubro:
Lancheria do Parque, Av. Osvaldo Aranha, 1086 – Bom Fim
Livraria Bamboletras, R. Gen. Lima e Silva, 776 – Cidade Baixa
Arteloja CCMQ, Rua dos Andradas,762 – Centro

Ao chegar a um estranho escritório atendendo a uma notificação, Isabel não pode deixar de notar a entrada de uma mina de carvão ao fundo da sala. Respondendo a perguntas de Guterrez e sua secretária, funcionários que a recebem, Isabel revela buscar informações que a levem a reencontrar Luis, seu filho desaparecido há 12 anos na suposta empresa. O que só Isabel parece não perceber é que a partir de informações colhidas de forma furtiva e dissimulada, Guterrez e sua secretária colocam em ação uma estratégia teatral semelhante a que Hamlet, personagem de William Shakespeare, utiliza para comprovar o assassinato de seu pai. Aqui o motivo é menos nobre. Se em Hamlet o teatro surge para encaminhar o acerto de contas, aqui o desacerto cria fantasmas para confundir e iludir. Neste escritório, as coisas não são o que parecem. O que talvez não fosse esperado é o envolvimento e a identificação de Isabel com seus algozes e destes com os personagens que surgem ao longo da trama. Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície, texto do dramaturgo argentino Daniel Veronese de 1993, pode ser diretamente associado com a busca das mães da Praça de Maio e com os desaparecidos nos regimes autoritários que assolaram a América Latina, em especial, a Argentina, o Chile e o Brasil; mas também com todos aqueles que desaparecem de forma não natural e fora de hora em nossa sociedade. Isabel pode ser uma mãe da Praça de Maio, pode ser uma mãe síria de um jovem afogado no litoral da Grécia, ou uma mãe mexicana cujo filho desapareceu na guerra do narcotráfico. 

Na trajetória de Isabel  assistimos ao choque entre a percepção de que a vida é algo mais extraordinário do que aquilo que nos é permitido viver confrontada com uma realidade hostil e antipoética que se manifesta através do poder, da política, da cultura, das instituições e suas formas de falar que insistem em nos afastar da intensidade da vida, buscando tornar suportável o que nos é insuportável.

Ficha Técnica
Dramaturgia: Daniel Veronese
Direção: Breno Ketzer​
Atuação: Nena Ainhoren​ como Isabel, Maria Cecília Guimarães​ como Secretária e João França​ como Homem
Cenografia: Rodrigo Lopes​
Figurinos e Adereços: Rô Cortinhas
Adereços extras: Adalberto Almeida
Iluminação: Zézinho
Fotografias: Fernanda Chemale​
Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – assessoria de flor em flor​
Arte Gráfica: Liege Grandi​
Produção: Bem Passado Produção Cultural

Agradecimentos

Casa de Cultura Mario Quintana, Déa Saul, Fernanda Chemale,  Luzia Ainhoren, Maíra Ainhoren, Marcelo Carabajal,  Marilú, Amaral, Meimes Ainhoren, Pedro Saul e Renato Saul.

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